
Em resposta à crescente ameaça de fraude com criptomoedas, as autoridades quenianas decidiram criar uma unidade especializada para combater o cibercrime. Esta decisão surge após um aumento do número de incidentes relacionados com esquemas fraudulentos e perdas financeiras significativas para os investidores locais, segundo a Direcção de Investigação Criminal do Quénia (DCI).
Aumento do número de incidentes
A diretora do Laboratório Nacional de Crimes da DCI, Rosemary Kuraru, referiu que, nos últimos três anos, a DCI registou mais de 500 casos envolvendo quenianos e empresas locais em esquemas fraudulentos que prometiam lucros rápidos com investimentos em criptomoedas. Estes esquemas resultaram em perdas financeiras significativas para os quenianos.
Responsabilidades da nova unidade
A nova unidade da DCI irá focar-se no rastreio e análise de cadeias de transações em blockchain. O principal objetivo será identificar transferências suspeitas realizadas através de carteiras anónimas e plataformas descentralizadas. Além disso, a unidade especializada será responsável por investigar o branqueamento de capitais através de ativos digitais, financiamento do terrorismo e outros crimes cibernéticos. Isto inclui a recolha de vestígios digitais de dispositivos e redes para processos judiciais.
Aumento da Fraude com Criptomoedas
Kuraru enfatizou que o aumento significativo da fraude com criptomoedas no Quénia se deve a grupos criminosos que exploram ativamente o espaço online para ocultar os seus crimes. De acordo com o Departamento de Investigação Criminal (DCI), as perdas totais com crimes cibernéticos no país só este ano ultrapassaram os 232 milhões de dólares, o que demonstra a gravidade do problema.
Caixas eletrónicas de criptomoedas em Nairobi
Neste contexto, os meios de comunicação quenianos noticiaram a instalação dos primeiros ATM de Bitcoin, com a marca Bankless Bitcoin, em dois centros comerciais da capital, Nairobi. Esta inovação pode representar tanto uma oportunidade para os investidores como um desafio adicional para as autoridades no combate à fraude.
Em Conclusão
A criação de uma unidade especializada para combater os crimes com criptomoedas no Quénia é um passo importante para garantir a segurança dos investidores e proteger o sistema financeiro do país. Com a crescente popularidade das criptomoedas e o aumento de esquemas fraudulentos, tais medidas poderão ajudar a reduzir os riscos e aumentar a confiança pública nos ativos digitais.



