A Bielorrússia mantém agora um registo de carteiras de criptomoedas utilizadas para branqueamento de capitais provenientes de atividades criminosas. Um alto funcionário em Minsk anunciou a medida, sublinhando a sua importância no combate aos crimes financeiros.
Novo Mecanismo de Combate ao Crime
A criação da base de dados faz parte de um mecanismo abrangente para a apreensão de ativos digitais ilícitos, implementado antes da próxima avaliação do país pelo Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI). Esta medida visa melhorar o controlo sobre os fluxos financeiros e aumentar a transparência no setor das criptomoedas.
Rastreio de Carteiras Criminosas
Segundo Vasily Gerasimov, presidente do Comité Estatal de Controlo (SCC), as autoridades bielorrussas estão a rastrear ativamente as carteiras de criptomoedas utilizadas pelos criminosos. Na reunião plenária do Grupo Euroasiático (EAG) de Combate ao Branqueamento de Capitais e ao Financiamento do Terrorismo, Gerasimov observou que o registo será atualizado regularmente, o que permitirá uma deteção e repressão mais eficazes das transações financeiras ilegais.
Preparação para a Avaliação do GAFI
Gerasimov anunciou ainda que a Bielorrússia está a preparar-se para a próxima avaliação do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), o equivalente global do Grupo Europeu de Acção Financeira (GAAF) regional. Em preparação para esta avaliação, os reguladores bielorrussos estão a implementar novos mecanismos para conduzir investigações financeiras e identificar prontamente os fluxos financeiros criminosos.
Regulação e Transparência
Um aspeto importante do trabalho das autoridades bielorrussas é a adoção de regulamentos que regem a tributação das transações com criptomoedas. Estas medidas visam garantir a transparência no setor dos ativos digitais e criar um ambiente financeiro mais seguro.
Cooperação Internacional
A semana plenária do Grupo Europeu de Combate à Fraude (EAFG) está a decorrer em Minsk, reunindo mais de 300 representantes de agências governamentais, órgãos de segurança pública, unidades de inteligência financeira e do setor privado dos países membros. Este evento realça a importância da cooperação internacional no combate aos crimes financeiros.
Em conclusão
Esta organização intergovernamental regional é composta por nove países: Bielorrússia, China, Cazaquistão, Quirguistão, Índia, Rússia, Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão. Estes países estão a trabalhar em conjunto para melhorar os seus mecanismos de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, tornando a luta contra os crimes financeiros mais eficaz e coordenada.