Numa entrevista recente, a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, Kim Ji-na, afirmou que o país está pronto para rever as sanções em vigor contra a Coreia do Norte, em conjunto com os Estados Unidos. Esta declaração sublinha a importância da coordenação entre os dois países no combate às ciberameaças representadas pelos hackers norte-coreanos, que utilizam fundos roubados para financiar os seus programas nucleares e de mísseis.
Opinião de Kim Ji-na sobre Segurança
Kim Ji-na observou que grupos de hackers como a Lazarus e a Kimsuky têm vindo a atacar o setor das criptomoedas há algum tempo, representando uma séria ameaça para o ecossistema digital global. Ela afirmou que os fundos roubados estão a ser utilizados para apoiar os programas de armamento de Pyongyang, o que exige uma ação ativa da comunidade internacional.
Sanções contra a Coreia do Norte
Para conter estas operações ilícitas, os Estados Unidos já impuseram uma série de sanções e outras medidas com o objetivo de restringir os fluxos financeiros para o governo norte-coreano. O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA enfatizou que a Coreia do Norte utiliza uma extensa rede de instituições financeiras em todo o mundo para aceder aos mercados internacionais, o que facilita os seus programas de desenvolvimento de armas de destruição maciça e mísseis balísticos.
O que fazer em relação às ameaças digitais?
Kim Ji-na acrescentou ainda que é necessária uma estreita coordenação entre as autoridades sul-coreanas e americanas para combater eficazmente as ameaças digitais. Ela observou que a Coreia do Sul está a trabalhar activamente para conter as actividades ilegais e está pronta para considerar a revisão das sanções, se realmente necessário.
Em conclusão
Esta declaração sublinha, assim, a importância da cooperação internacional no combate ao cibercrime e às ameaças provenientes da Coreia do Norte e abre novos horizontes para possíveis alterações na política de sanções.