A plataforma de empréstimos descentralizada Dolomite anunciou a sua expansão para o ecossistema Bitcoin através da integração da solução de Camada 2 compatível com EVM, Spiderchain, da Botanix Labs. Este evento marca um passo importante no desenvolvimento das finanças descentralizadas (DeFi) na plataforma Bitcoin.
Extensão de Dolomite para Bitcoin
A Dolomite anunciou a sua intenção de lançar um protocolo baseado no Spiderchain, que será o primeiro EVM descentralizado L2 na Bitcoin. Esta solução permitirá à Dolomite oferecer serviços de mercado monetário e câmbio descentralizado num ecossistema que já vale mais de 1 bilião de dólares.
>>> "Temos o prazer de anunciar que a Dolomite está a expandir-se para o @BotanixLabs! 🕷️ O primeiro EVM L2 descentralizado da Bitcoin será a nova casa do nosso protocolo de mercado monetário de próxima geração, trazendo as regras DeFi para o ecossistema Bitcoin." — Dolomite 🏔️ (@Dolomite_io), 27 de março de 2025.>>>
Neste momento, o valor dos fundos bloqueados nos contratos inteligentes da Dolomite ultrapassa os 800 milhões de dólares, o que reforça a confiança dos utilizadores na plataforma.
Integração com Botanix Labs
A Dolomite vai juntar-se a projetos que já estão a ser executados na rede Botanix, como o Chainlink, o Ankr e o Graph Protocol. Esta colaboração visa desbloquear o vasto potencial do ecossistema Bitcoin para aplicações DeFi.
Em dezembro de 2024, os programadores da Botanix Labs lançaram a rede de testes Aragog e estão a caminho da rede principal. O protocolo utiliza uma série de tecnologias inovadoras, incluindo a assinatura criptográfica FROST (Flexible Round-Optimized Schnorr Threshold). Esta tecnologia multisig combina as ações de vários detentores de chaves num único endereço, aumentando a segurança e a facilidade de utilização.
Opinião de especialista
Entre aqueles que repararam no conceito Spiderchain estava o cofundador e CTO da Casa, Jameson Lopp. Elogiou a solução de dimensionamento de Bitcoin da Botanix, que pode abrir novos horizontes para o DeFi na primeira criptomoeda. No entanto, Lopp também observou vários riscos potenciais, incluindo a tendência para a centralização inerente às blockchains de Prova de Participação.
A rede é gerida pelos chamados "orquestradores" que prometem Bitcoin para participar no mecanismo de consenso. Ao contrário das sidechains tradicionais, a Spiderchain gera uma nova carteira multisig para cada bloco através de randomização, o que pode melhorar a segurança.
Concluindo
A expansão da Dolomite no ecossistema Bitcoin utilizando o Spiderchain abre novas possibilidades para finanças descentralizadas. Este evento pode ser um passo importante para integrar o DeFi no mundo Bitcoin, dando aos utilizadores acesso a novos instrumentos e serviços financeiros. No entanto, tal como acontece com qualquer projeto inovador, é importante considerar os potenciais riscos e desafios que podem surgir ao longo do caminho. Só o tempo dirá se o BTCFi se tornará o novo combustível para o crescimento do Bitcoin.