O Bitcoin (BTC) demonstrou uma resiliência impressionante ao ultrapassar a marca psicológica de 73.000 dólares. Apesar da pressão macroeconômica e dos dados desfavoráveis vindos dos EUA, a principal criptomoeda atingiu novas máximas locais, registrando um crescimento semanal de 9%.
Triunfo sobre a macroeconomia: crônica da ascensão
No dia 10 de abril, a cotação do Bitcoin tocou os 73.332 dólares, o nível mais alto desde meados de março. Notavelmente, esse salto ocorreu em meio à divulgação dos dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos EUA. A inflação em março acelerou para 0,9%, um valor que normalmente desencadeia a venda de ativos de risco.
Principais fatores de crescimento:
— Liquidações recordes: De acordo com o Coinglass, o movimento brusco de preços resultou no fechamento forçado de posições vendidas (bears) no valor de mais de 83 milhões de dólares em apenas 24 horas.
— Fator energético: O aumento da inflação foi impulsionado principalmente pela alta nos preços da energia. No entanto, os investidores veem cada vez mais o BTC como um ativo de proteção contra a desvalorização das moedas fiduciárias.
— Estabilidade da tendência: Mesmo após atingir o pico e uma leve correção abaixo de $73.000, o ativo manteve sua dinâmica positiva, segurando a capitalização em 1,46 trilhão de dólares.
Volatilidade intradiária: a batalha pelo nível
O caminho para novos patamares não foi linear. Durante a sessão de negociação, o Bitcoin testou a resistência por duas vezes. Após a primeira tentativa de se consolidar acima dos 72.000 dólares, seguiu-se uma correção acentuada até a mínima diária de 71.451 dólares.
Contudo, os compradores retomaram rapidamente a iniciativa. Apenas sete horas após a queda, o ativo passou a um crescimento sustentado, atingindo uma máxima não vista desde 18 de março. Isso confirma a forte demanda de investidores institucionais, prontos para comprar em qualquer queda.
Geopolítica e expectativas sobre as taxas do Fed
Os altos índices de inflação praticamente retiraram do mercado a esperança de um corte imediato nas taxas de juros pelo Fed. Em condições normais, isso fortaleceria o dólar e pressionaria o mercado cripto, mas no ciclo atual, o ouro digital segue seu próprio roteiro.
Os preços do petróleo continuam elevados, apesar dos esforços diplomáticos para desescalar os conflitos no Oriente Médio. Nesta situação, os touros do Bitcoin utilizam a incerteza como combustível para o crescimento, consolidando o domínio da primeira criptomoeda no mercado financeiro global.
Você acredita que o Bitcoin conseguirá se estabilizar acima dos $75.000 até o fim do mês, ou teremos um resfriamento do mercado?